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Formação e Artigos

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Maria, “sal da terra e luz do mundo”

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Para saber quem somos e qual a nossa missão, fixemos nosso olhar em Maria, a mãe de Jesus. Ela é modelo para a Igreja e, ao mesmo tempo, nossa mãe misericordiosa. A 67º Romaria Diocesana ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no dia 14 de outubro, em Cruz Alta, culmina um caminho de aprofundamento, reflexão e oração sobre o tema “Vós sois o sal da terra e a luz do mundo” (Mt 5,13.14). Modelo de discípula do seu Filho, viveu exemplarmente o pedido que Jesus fez aos seus para serem “sal” e “luz”.

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Mensagem aos catequistas – 2018

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Queridos e queridas Catequistas!

Hoje é o Dia do Catequista, 26 de agosto. Foi grande a sabedoria que inspirou a inserção deste dia nos quadros do mês vocacional. As palavras ‘voz’ e ‘vocação’ vem da mesma raiz latina. E é assim que a Igreja os reconhece, queridos e queridas Catequistas. São evangelizadores que respondem a um apelo que lhes ressoa desde dentro, desde o coração.

Enquanto escrevo estas linhas recordo-me do diálogo de Jesus com seus discípulos apresentado por Mateus, o evangelista com grande sensibilidade catequética. “Ao ver as multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse aos discípulos: a colheita é grande…” (Mt 9,36). Em seguida eles foram enviados quais missionários das boas notícias da parte de Deus.

Sei que se recorda, amigo e amiga Catequista, daquela pessoa que, pela primeira vez, lhe dirigiu o convite para colaborar com o Senhor na Catequese. Até os detalhes lhe afloram à memória. Era a comunidade que precisava. Alguém lhe falou desde fora, mas provocou aquela voz que vem de dentro. Era como se o Senhor Jesus já estivesse a compadecer-se dos catequizandos e, então, estaria a confiá-los a Você. Pois bem, hoje deixe-se ‘olhar” por ele. Tente imaginar o próprio Senhor, com os olhos cheios de compaixão, a voltar sua face para eles, os catequizandos, e depois para Você. O que ele lhe diria? Escute-o. Deixe-o falar.

Ele nunca se deixa vencer em generosidade. Estará sempre ao seu lado, com a força do seu Espírito, para renovar as compaixões, para revitalizar as motivações, para vencer as desilusões. São alegrias e dramas que ele conhece bem. Os grandes discípulos e discípulas também já experimentaram. Eles se sentiram pequenos, pequenas. Venceram porque a força que os sustentava vinha do amigo e Senhor. Como o apóstolo e catequista por excelência, Paulo, muitos repetiram em seu íntimo: “Eu sei em quem acreditei…” (2Tm 1,12). Lembre, pois, de seu chamado, de suas vitórias, e siga no serviço da Catequese.

Em suas orações não esqueça da nossa 4ª Semana Nacional de Catequese, prevista para novembro (14-18/11). Estou convencido que serão dias de grande impulso para o futuro da nossa Catequese. Recomendo-lhe também que busque compreender bem e estimular a Iniciação à Vida Cristã. Ela leva consigo uma poderosa força renovadora para a evangelização no Brasil.

Despeço-me com palavras de imensa gratidão a todos os Catequistas deste nosso Brasil. Que o Senhor lhes abençoe por serem uma fonte de bênçãos à nossa Igreja. E que a poderosa intercessão da grande Catequista, aquela de Nazaré, esteja sempre a acompanhar os seus passos.

Dom José Antonio Peruzzo

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB

Fonte: Site da CNBB.

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Família: Alegria para o mundo

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Os indicadores sociais, econômicos, vez ou outra divulgam estatísticas, índices de qualidade de vida, bem estar, sobre as cidades, os países. Tenho analisado que pouco se investiga sobre a participação de uma família feliz nessas estatísticas. Já pararam para pensar como uma família estruturada contribui para o bem da sociedade? Há uma contribuição intangível, que não se mensura financeiramente, mas também há o impacto disso em dividendos econômicos. Uma família estruturada, feliz, resulta em benefícios para todo mundo.

Hoje damos início à Semana Nacional da Família 2018, com o tema “O Evangelho da Família, alegria para o mundo”. Neste dominado especial, dia dos Pais, quero rezar pelos milhões de pais que precisam de um carinho e precisam dar carinho. Como um pai equilibrado e feliz faz bem à Família.

Lembro da minha infância, a presença do meu pai, me orientando, às vezes sem dizer uma palavra. Hoje eu rezo por ele, que está no céu. Obrigado meu pai.

Trago aqui um trecho muito bonita da exortação apostólica Amoris Laetitia, do Papa Francisco, que fala sobre a paternidade: “O homem desempenha um papel igualmente decisivo na vida da família, especialmente na proteção e sustento da esposa e dos filhos. (…) Muitos homens estão conscientes da importância do seu papel na família e vivem-no com as qualidades peculiares da índole masculina. A ausência do pai penaliza gravemente a vida familiar, a educação dos filhos e a sua integração na sociedade. Tal ausência pode ser física, afetiva, cognitiva e espiritual. Esta carência priva os filhos dum modelo adequado do comportamento paterno” (n. 55).

Também quero refletir hoje, Dia dos Pais, sobre a importância de sermos amáveis uns com os outros. Filho precisa ser amável com o pai, e o pai precisa ser amável com o filho. Para que as famílias sejam “alegria para o mundo”, precisamos de bons tratos, gentileza.

“Amar é também tornar-se amável, e nisto está o sentido do termo asjemonéi. Significa que o amor não age rudemente, não atua de forma inconveniente, não se mostra duro no trato. Os seus modos, as suas palavras, os seus gestos são agradáveis; não são ásperos, nem rígidos. Detesta fazer sofrer os outros. A cortesia ‘é uma escola de sensibilidade e altruísmo’, que exige que a pessoa ‘cultive a sua mente e os seus sentidos, aprenda a ouvir, a falar e, em certos momentos, a calar’. Ser amável não é um estilo que o cristão possa escolher ou rejeitar: faz parte das exigências irrenunciáveis do amor, por isso ‘todo o ser humano está obrigado a ser afável com aqueles que o rodeiam’. Diariamente ‘entrar na vida do outro, mesmo quando faz parte da nossa existência, exige a delicadeza duma atitude não invasiva, que renova a confiança e o respeito. (…) E quanto mais íntimo e profundo for o amor, tanto mais exigirá o respeito pela liberdade e a capacidade de esperar que o outro abra a porta do seu coração’” (Amoris Laetitia, n.99).

Que Deus abençoe todos os pais e os homens que desejam a paternidade. Roguemos a São José que abençoe todos os homens pais, e que as famílias sejam espaços de celebração, alegria, exemplo para este mundo.

Dom Anuar Battisti

 Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá.
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Crianças na Igreja: A cada choro, a alegria e a certeza de uma comunidade que se refaz

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“Deixai vir a mim os pequeninos” (Mc 10,14). Jesus parece ficar bem desapontado com a postura dos seus discípulos que estão impedindo as crianças de se aproximarem Dele. Os discípulos estão preocupados com o bem

Dá para perceber que a ideia de que esses anjinhos só atrapalham e incomodam não nasceu ontem, talvez essa seja a justificativa da expressão: “as crianças são o futuro da nossa Igreja/comunidade/sociedade”, e rebatendo essa concepção, digo, elas são o presente.

Não podemos jogar para o futuro o papel, a presença e a importância, que elas já têm e podem desempenhar.

Vem-me na memória uma das mais bonitas experiências que vivenciei no meu processo formativo. Em 2009 fui designado a realizar meus trabalhos pastorais numa comunidade marcada pelo desânimo e pela falta de entusiasmo. Nos sábados eu presidia a celebração da Palavra, e a cada celebração parecia repetir o mesmo “capítulo da novela”, “não temos coral; nem leitores; tampouco temos quem venha para a celebração”. Quantas vezes tive que presidir, cantar, proclamar as leituras e o salmo. Tentei vários caminhos, visitas de casa em casa, fiz convites, e nada surtiu efeito.

“Deixai vir a mim os pequeninos”, logo, fui buscar ajuda na catequese, fiz um desafio às crianças da comunidade. Abri espaço para que elas pudessem assumir o papel delas na comunidade. Com ajuda dos catequistas formamos um coral, formamos os leitores e delegamos as demais funções da liturgia, os pais e a comunidade se achegaram para verem a meninada atuar. Tão logo, através desses anjos conseguimos reavivar a comunidade.

A presença das crianças na vida de comunidade é tão importante, que os pais que não vão à missa, se vão e não levam o filho, seja porque esse dá trabalho ou vai atrapalhar a missa tirando a atenção do povo e do padre, está tirando da criança o direito dela de ser Igreja e, ao mesmo tempo, privando a Igreja de se renovar, pois a cada choro, a alegria e a certeza de uma comunidade que se refaz.

Uma comunidade que se fecha à participação da ‘piazada’ porque não tolera o seu choro ou quem sabe as corridas nos corredores da igreja, mas fecha os olhos para as conversas que os adultos fazem antes e durante a missa, tem que repensar seus valores, afinal de contas a criança chora quando tem fome, dor, medo, etc., sempre ou quase sempre esse choro ou irritação vêm acompanhados de uma necessidade vital. Mas qual a necessidade de comentar o capítulo da novela ou dos últimos acontecimentos da rua de casa, se isso pode ficar para depois?

“As crianças nunca são muito boas para escutar os mais velhos, mas elas nunca falham em imitá-los” (James Baldwin).

Que a meninada possa colher em nós boas posturas e bons valores. Se sonhamos com uma Igreja alicerçada na eclesiologia do Papa Francisco, uma Igreja aberta para acolher, precisamos começar abrigando as nossa ‘piazada’. “O choro da criança é a voz de Deus, é a melhor oração”, adverte o Papa Francisco.

Padre Alécio Carini é pároco da paróquia São Silvestre em Maringá-PR.

 Fonte: Site da Arquidiocese de Maringá.
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“Todos os batizados são chamados à santidade”, afirma dom Romualdo Matias Kujawski

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O papa Francisco, no dia 19 de Março deste ano (Festa de São José), apresentou a Exortação Apostólica: Gaudete et exultate, (Alegrai-vos e exultai), que trata sobre a urgência da santidade no mundo de hoje. Na sequência, após a leitura, o bispo de Porto Nacional, dom Romualdo Matias Kujawski publicou um artigo sobre a temática tratada pelo pontífice.

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